Rui Sousa: «Domingo vou atacar»

Agradecido pelo apoio da cidade natal, ciclista vianense assumiu-se como a grande figura da etapa

Rui Sousa ambicioso na abordagem à 4.ª etapa da Volta

«Havemos d’ ir a Viana», música imortalizada pela voz de Amália Rodrigues, poderia servir de banda sonora ao desejado regresso d’ A Volta a Portugal em Bicicleta à Sra. Do Minho. Após um interregno de dezoito anos, os amantes da modalidade deixaram-se imbuir, uma vez mais, pelo espírito festivo da prova rainha do ciclismo nacional.

No dia em que a história da Volta consagrou um novo camisola amarela, foi, no entanto, o corredor vianense Rui Sousa quem assumiu o papel de protagonista. O ciclista da Barbot-Siper, que recentemente se sagrou Campeão Nacional de Estrada, subiu ao pódio e recebeu a maior ovação da tarde, levando ao rubro o público entusiasta presente no campo da Sra. D’ Agonia.

Visivelmente comovido com a calorosa recepção da cidade natal, o ciclista natural de Barroselas deixou no ar a intenção de uma possível surpresa para a tirada de domingo, num percurso de 175,8 quilómetros entre Barcelos e Nossa Sra. Da Graça: “Amanhã [hoje], se puder, vou atacar”, confessou, em declarações exclusivas ao DEV.

Confiante na conquista dos “objectivos pessoais”, Rui Sousa, 13.º colocado da Classificação Geral, a 47 segundos da liderança, não desarma, destacando que o maior inimigo do dia foram as altas temperaturas: “Hoje [sábado], foi uma corrida relativamente fácil. O maior problema foi mesmo o calor que se fez sentir”, disse.

Conhecedor das potencialidades dos corredores vianenses, o público vibrou igualmente com a chegada de mais dois filhos da terra. O vila-franquense César Fonte (Barbot-Siper) encontra-se na 30.ª posição da Geral, a 01:26 minutos do líder, enquanto Fábio Palma (Selecção Nacional), natural de Vila Nova de Anha, ocupa o 66.º lugar, a 04:19 minutos.

Cândido Barbosa conquista a "Amarela"

Num final de etapa discutido ao “sprint”, o francês Jimmy Casper, corredor da Saur-Sojasun, foi mais rápido que a forte concorrência, cortando a meta de chegada em 4:22 horas. Cândido Barbosa (Palmeiras Resort-Prio-Tavira), 2.º classificado, fez o mesmo tempo do vencedor, “roubando” a camisola amarela ao ucraniano da Caja Rural, Oleg Chuzhda. O novo líder da 72.ª Volta a Portugal, conhecido com o «foguete da Rebordosa», tem uma vantagem de três e oito segundos sobre Oleg Chuzhda e o colega de equipa David Blanco, respectivamente.

De salientar que, a cerca de 250 metros da meta, na sequência de uma trajectória em curva mal calculada, pelo menos cinco ciclistas se envolveram numa queda aparatosa.

A 4.º etapa em linha da Volta a Portugal representa um esforço acrescido para o pelotão, com uma subida de segunda categoria à Sra. Da Graça. Segunda-feira, a caravana tem o primeiro dia de descanso da competição.

Confira AQUI as principais incidências da 3.ª etapa

A Redacção

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s