Em dia de consagração Rui Sousa e César Fonte subiram ao pódio

Ao ritmo de um dia de “descontracção”, o pelotão da Volta a Portugal em Bicicleta cumpriu este domingo a última etapa da prova rainha do ciclismo nacional. Empenhado em levar até si o desempenho dos corredores vianenses, o DEV “encheu o depósito e fez-se à estrada” e, durante os onze dias de competição, cruzou as várias metas de chegada.

Com final na cidade de Lisboa, algo que já não acontecia há uma década, o ciclista de Barroselas Rui Sousa (Barbot-Siper) concluiu a prova na sexta posição da Classificação Geral Individual, com uma desvantagem de 2 minutos e 29 segundos sobre o “camisola amarela” David Blanco (Palmeiras – Resort Prio Tavira). Premiado pela regularidade das suas “pedaladas”, o Campeão Nacional de Estrada foi o segundo melhor português na Geral, logo atrás de Hernâni Broco (LA – Rota dos Móveis).

Visivelmente satisfeitos, Rui Sousa e César Fonte fazem parte da Melhor Equipa da Volta, a Barbot-Siper

O vila-franquense César Fonte alcançou a 36.ª posição enquanto Fábio Palma (Selecção Nacional), de Vila Nova de Anha, terminou no 104.º posto. Colegas de equipa na Barbot-Siper, Rui Sousa e César Fonte tiveram igualmente motivos para sorrir: subiram ao pódio e receberam, junto dos restantes companheiros, o troféu de Melhor Equipa da prova.

David Blanco, tetracampeão da Volta a Portugal em Bicicleta, festeja com os restantes premiados da competição

Na luta entre “Davides”, o Golias foi mesmo o espanhol David Blanco, quatro vezes vencedor da Volta a Portugal, igualando o feito do português Marco Chagas. Com uma vantagem de 37 segundos sobre o compatriota David Bernabéu (Barbot-Siper), Blanco, de 35 anos, confirmou ser o mais forte ciclista do pelotão, repetindo os triunfos de 2006, 2008 e 2009. Vestido de amarelo após a chegada isolada à Nossa Sra. Da Graça (quarta etapa), o vencedor da 72.ª edição da Volta conquistou de igual forma a camisola verde (Montanha). A camisola branca (pontos) foi entregue a Sérgio Ribeiro (Barbot-Siper), o corredor mais regular nas chegadas ao “sprint”, tendo averbado duas vitórias em etapas e dois segundos lugares. Alfredo Balloni (Lampre – Farnese Vini) levou para casa a camisola laranja (Juventude).

Após decisão polémica do colégio de comissários, Cândido Barbosa alcançou a tão procurada vitória numa etapa da edição de 2010

Na tirada deste domingo, um percurso de 154,6 quilómetros entre Sintra e Lisboa, o francês Julien Simon (Saur-Sojasun) foi o primeiro a cruzar a linha da meta mas, viria a ser posteriormente desclassificado pelo colégio de comissários por “sprint” irregular. Numa etapa cujo desfecho final foi, uma vez mais, polémico, o triunfo foi atribuído ao “Foguete da Rebordosa” Cândido Barbosa (Palmeiras – Resort Prio Tavira), que desta forma alcançou a primeira , e talvez última, vitória na 72.ª edição da Volta.

Pedro Borlido

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